Wednesday, September 25, 2013

Capitulo 8 - Sofrer em Silencio






Capitulo 8 - Sofrer em Silencio 

Como minha mae não se divorciaria do meu pai eu tive que me conformar de viver na mesma casa que ele. Como isso era difícil! Eu tive que aprender a me proteger do meu pai todos os dias e cada dia foi um grande desafio! 

Consequentemente meu sistema nervoso ficou abalado e eu comecei a ter um problema na desordem de influencia da fala chamado disfemia ( conhecida popularmente como gagueira ou gaguez). A gagueira foi piorando a cada dia e o primeiro e importante lugar eu comecei a ter sérios problemas por causa da gagueira foi na escola. 

Uma vez como de costume a professora começou a fazer a chamada no inicio da aula para saber quem estava presente e pela primeira vez eu não consegui responder. Minha voz não saiu! Isso aconteceu muitas vezes depois daquele dia e então a professora achou que eu não estava indo as aulas. Minha mae foi chamada na escola e ela ficou surpresa com a situação desde que eu tinha saído de casa para ir a aula. 

A segunda vez que minha MAE foi chamada na escola foi quando aconteceu um incidente comigo e minha professora de Português. Ela me obrigou a ler em voz alta para a classe. Eu tentei explicar a ela que eu tinha problema de gagueira e não conseguiria ler em publico mas ela me ignorou e me obrigou a levantar da minha cadeira e ler! Ela também disse que se eu não lesse ela me reprovaria naquele ano! Eu fiquei em pé na frente dos meus colegas de classe por um tempão sem conseguir dizer uma palavra! Minha boca tremia e eu acabei quebrando um dos meus dentes da frente tentando ler! Eu não consegui! Os outros estudantes riram de mim e eu fiquei com vergonha. Depois eu chorei e nunca mais voltei na classe dela de novo! Como resultado eu fui reprovada naquele ano pela primeira vez em minha vida escolar. 

Na reunião com o diretor da escola minha MAE fixava-me com um olhar triste como se ela estivesse tentando entender o que estava se passando e porque eu comecei a ter problema de gagueira. Eu abaixei meus olhos. Eu não queria preocupar minha MAE! Nada me fazia sofrer mais do que ver ela sofrendo! 

Minha MAE, depois daquela reunião com o diretor da escola, decidiu procurar um especialista em fonoaudiologia. 

Eu não tinha idéia o que o medico perguntaria mas eu estava certa de ele não seria capaz de me ajudar se eu não contasse a ele meus segredos! 

No dia da consulta do medico eu estava tensa e nervosa! " O doutor teria o poder de me obrigar a contar a ele e minha mae meus segredos?", eu perguntei a mim mesma.

O medico perguntou minha mae muitas coisas sobre mim. Ele perguntou se eu tinha nascido com o problema apresentando a desordem logo quando comecei a falar ou se eu tinha sofrido algum trauma depois de nascida. 

Minha mae contou ao medico que eu tinha nascido normal e que comecei a falar normalmente antes de eu completar um ano de idade. 

" Eu tenho reparado que ela não consegue falar o nome dela, falar ao telefone e completar uma frase sem interrupção mas eu não dei muita importância porque eu achei que isso nao fosse serio e talvez parasse logo. Mas infelizmente não parou, esta piorando a cada dia e ela esta tendo problemas na escola", minha mae disse ao medico. 

" Ela tem mais dificuldade em falar quando esta nervosa ou quando fica ansiosa?", o medico perguntou minha mae. 

Minha mae olhou para mim. 

Eu sabia que ela estava me olhando esperando que eu respondesse. Eu balancei minha cabeça dizendo que sim. 

O medico estava me fixando quando eu balancei a cabeça. 

" Aconteceu alguma coisa com você que possa ter causado esse problema de gagueira?", o doutor perguntou a mim. " Isso pode ter sido causado por alguma coisa ou por alguém", Ele disse. 

Sim! Eu pensei. Mas eu não contei a ele a verdade! Eles eram meus segredos! Eu prometi a mim mesma que eu guardaria segredo ate minha MAE morrer. Eu não queria nunca que minha MAE soubesse dos meus segredos! Minha atitude foi de proteger a ela de qualquer tipo de sofrimento que eu tinha certeza que ela sentiria caso soubesse tudo que tinha acontecido. 

Eu estava consciente de que o medico seria capaz de me ajudar daquele sofrimento de desordem na comunicação se eu contasse a ele tudo. Mas infelizmente minha mae estava na sala e ela também ouviria e saberia as razoes pelo qual eu estava perdendo minha voz. Mesmo que ela não estivesse lá, eu estava certa de que o doutor teria que contar a ela desde que eu era uma criança de apenas 9 anos de idade. 

Ele estava muito perto de descobrir meus segredos! Então eu decidi inventar uma estória! 

" Eu estava jogando pique esconde com outras crianças do bairro e eu me escondi em um lugar muito escuro. De repente uma das crianças me encontrou e me deu um susto. Eu gritei e segurei minha respiração por um bom tempo e  meu cotação batia muito rápido", eu disse ao medico.  

" Você acha que seu problema de gagueira começou a partir daquele dia?", ele me perguntou. 

" Eu acho que sim", eu menti. Eu tive que mentir para dar um fim naquela conversa e na consulta. 

" Se ela não teve nenhuma outra situação talvez aquele susto possa ter causado a gagueira. Normalmente esse tipo de desordem na fluência da fala começa com algum acontecimento mais serio mas talvez no caso dela isso possa ter acontecido com um evento mais simples como esse de um susto em uma brincadeira", ele disse. 

Ele estava  certo! Completamente certo! Uma coisa mais seria tinha acontecido! 

Quando a consulta com o medico terminou minha mae tentou mais uma vez saber se eu tinha alguma coisa para contar a ela que eu não quis contar ao medico. 

" Querida! Tem certeza de que você não tem mais nada para me contar?", Ela perguntou. 

" Não mae! Não tenho! 

Eu tinha! Eu tinha muitas coisas para contar a ela mas eu nunca a contaria! 

Nos deixamos a sala do doutor em silencio. Minha MAE estava pensativa. 

Alguns dias depois da consulta com o medico minha MAE disse que eu iria participar nas reuniões do budismo para crianças que seria uma vez ao mês. 

" Porque eu tenho que ir na reunião das crianças se eu já tenho ido nas reuniões de adultos com a senhora?", eu perguntei minha mae. 

" Porque eu acho que será bom para você encontrar com outras crianças budistas e orar junto com elas". 

Honestamente eu gostei da idéia de reunião do budismo para crianças mas eu estava com medo de ter que falar na reunião. Todas as reuniões que eu tinha ido com minha mae as pessoas tinham que falar seus nomes e dizer quanto tempo estava praticando. Minha MAE sempre respondia por ela e por mim. Portanto se eu estava indo participar em uma reunião somente para crianças ela não estaria lá para responder para mim. Eu estava com medo! 

Contudo minha primeira reunião do budismo para crianças foi melhor do que eu esperava! 
Havia tantas crianças na sala que seria praticamente impossível para os responsáveis perguntarem nossos nomes um a um! Isso tomaria todo o tempo da reunião! E eu estava salva de qualquer constrangimento! 

Eu sentei perto de uma menina japonesa que parecia mais nova que eu. Quando eu olhei para ela,  ela riu para mim. Quando alguma criança perto de nos soltou um peido, nos olhamos uma para a outra e rimos. Reunião das crianças sempre tinha alguma coisa para rir mesmo quando era por mal comportamento vindo de um de nos. Silvia e eu sentávamos sempre perto uma da outra depois daquele primeiro dia e eu nunca imaginaria que aquela pequena menina japonesa me ajudaria mais tarde em um momento muito importante e especial na minha vida ! 

Minha MAE ficou do lado de fora da sala conversando com outros pais. Eles não eram permitidos assistir a reunião. A reunião era somente para nos!

Normalmente a reunião das crianças era liderada por jovens adultos da divisão dos rapazes e das garotas. Nos fazíamos Gongyo and Daimoku e estudávamos os Goshos ( cartas ) escritas por Nichiren Daishonin e orientações do Presidente Daisaku Ikeda. Nos também tivemos uma uma vez exame de budismo. 

Quando eu estava com nove anos minha MAE me escreveu na banda feminina da Soka Gakkai do Rio de pifano e tambores chamada Nova Era Kotekitai. No grupo havia muitos pequenos grupos e eu fui participar no grupo Pompomtai que era para crianças de 8 a 12 anos. Nos dançaríamos enquanto as meninas mais velhas tocariam seus instrumentos nas reuniões da Gakkai e também em eventos na sociedade. 

No meu primeiro dia de ensaio da banda eu fiquei muito feliz quando eu vi a Silvia Hanzawa! Ela era do Pompomtai também! E não conseguia esconder minha felicidade de ter a encontrado lá ate agente entrar na sala e a líder do Pompomtai começar a chamar os nomes como as professoras faziam na escola. Eu comecei a ficar em pânico! Eu não parava de me mexer na cadeira que eu estava sentada e minhas mãos começaram a soar. Aqueles eram os sintomas que eu tinha quando eu estava muito nervosa e desesperada. 
Silvia olhou para mim muitas vezes tentando compreender o que estava se passando. 

" Você esta bem?", ela perguntou. 

" Não, eu não estou!", eu respondi. 

"Porque você esta nervosa?" 

"Porque eu não vou conseguir responder a responsável quando ela chamar o meu nome". 

"Porque não?" 
"Porque eu tenho problema de desordem na fluência da fala e quando eu fico nervosa ou ansiosa minha voz não sai", eu disse. 

"Mas mesmo para você dizer a simples palavra "sim" quando ela chamar o seu nome", ela disse. 

Eu sabia que era simples! Mas mesmo uma simples palavra como SIM era impossível para mim dizer quando eu me sentia pressionada. 

"Pode você responder SIM para mim por favor?," eu perguntei a ela. 

"Eu?", ela perguntou surpresa. 

"Sim por favor! Eu não quero que a responsável pense que eu ano estou aqui."

" Mas e se ela descobrir?"

"Ela não vai descobrir! Nos podemos sentar na parte de traz da sala e ela só ouvira sua voz e não vai te ver." 

"Tudo bem! Mas se ela descobrir você vai explicar tudo". 

"Tudo bem eu explicarei". 

Então Silvia respondeu quando o nome dela e o meu foram chamados. Ela fez aquilo por muito tempo e as vezes ela ate esquecia e respondia mesmo quando eu não tinha ido ao ensaio. Ela estava mesmo pronta a me ajudar. 

Por causa da ajuda dela e da sua amizade eu não fugi do grupo e mais tarde eu tive outras oportunidades para ultrapassar meu medo e vencer minha desordem na comunicação! E Silvia se tornou minha primeira e especial melhor amiga! 

Eu tinha vergonha da minha situação mas naquela época eu era só uma pequena menina e não sabia como ultrapassar aquela situação principalmente porque eu estava consciente de que meu problema pode ter começado por causa das coisas que tinham acontecido comigo quando eu estava com 8 anos. Eu estava também consciente de que ninguém poderia me ajudar desde que eu tinha decidido manter meu segredo comigo e sofrer em silencio. 












Gongyo e Daimoku - http://www.sgi.org/sgi-president/writings-by-sgi-president-ikeda/gongyo-and-daimoku.html




Saturday, September 7, 2013

Capitulo 7



Capitulo 7 - Minha Mae e Eu


Quando minha mae chegava em casa do trabalho ela sempre recitava Daimoku e fazia Gongyo antes de qualquer coisa. Normalmente eu estava levantando para ir a escola e ela dizia: " Tatiana! Eu vou orar agora. Gostaria de orar comigo antes de ir para a escola?

Eu sempre ia orar com ela porque eu gostava de estar com ela. Eu gostava de ouvir ela recitando! 

As vezes quando eu estava atrasada para ir a escola ela dizia: " Recita por cinco minutos e vai para a escola! Isso a ajudara ter um ótimo dia!"

No dia de prova ela sempre dizia: " Antes de começar a fazer a prova recite Nam- myoho- renge- Kyo por três vezes! Isso ajudara você a ficar calma e ter sabedoria." 

Quando minha mae estava em casa ela recitava por muito tempo e eu deitava no chão com minha cabeça no colo dela e dormia depois de eu ter recitado por alguns minutos. 

Eu me sentia protegida por ela!!!

Uma vez quando estávamos sozinhas em casa nos tivemos uma boa conversa como duas amigas e eu perguntei a ela: " Mae, porque você ainda esta casada com meu pai?"

" Porque você esta me perguntando isso?" Ela disse surpresa. 

" Porque quando você discute com ele eu ouço a senhora falar em divorcio". 

Ela me fixou por um momento. 

" Eu no estava falando serio", ela disse. " Porque eu deveria?"

" Porque meu pai e a senhora brigam quase todos os dias". 

Ela ficou em silencio. Eu acho que ela estava pensando no que dizer. 

Eu encontrei seu pai quando estava sofrendo por causa de um ex namorado que tive antes dele. Na época seu pai foi muito legal comigo e achei que nos podíamos ser felizes juntos ." Ela disse. 

" Mas eu acho que a senhora não e feliz com meu pai". Eu disse. 

" Eu não posso dizer que não sou feliz. Eu tenho você! Seu pai me deu você!", Ela disse, " Eu fico chateada com seu pai porque quero te dar uma vida melhor do que eu tive!" 

Eu fiquei em silencio. 

" Seu pai não e forte! Se eu deixar ele, seu pai provavelmente se metera em mais problemas. Ele pode ate morrer!", ela disse, " Eu tenho pena dele!" 

" A senhora nao acha que nossos problemas acabariam se a senhora se divorciasse dele?", eu disse. Era o que eu mais queria na vida! 

" Você não ama seu pai? Você não se preocupa com o que pode acontecer com ele?, ela perguntou. 

Eu não respondi nada! 

Para ser honesta eu não me importava! Mas não podia dizer! Se dissesse ela entenderia perfeitamente minhas razoes. 

" Isso e minha culpa! Eu não deveria discutir com seu pai na sua frente!" 

As discussões não eram o único motivo que eu queria viver somente com minha mae caso ela se divorciasse! Havia mais! Muito mais! 

" Eu não sei se o divorcio seria a solução para nos", ela disse, " Eu tenho aprendido sobre o carma na visão budista e acho que estou com seu pai porque nos temos carma em comum". 

" Eu não entendo mae". 

" O que eu tenho compreendido e que o carma e criado através de ações positivas ou negativas que fazemos no passado, nessa vida ou na vida passada. Coisas que acontecem comigo são resultados das minhas ações negativas do passado. Portanto e meu carma!, ela disse, " Então meus problemas e sofrimentos são minha responsabilidade!", ela disse. 

" Então a senhora esta dizendo que meu pai não pode ser culpado pelos seus problemas e sofrimentos!"

" Exatamente!", ela respondeu. 

" Mas quando ele faz coisas ruins para a senhora , ele também esta fazendo causa negativa para a vida dele", eu disse. 

" Sim ele esta. Isso e um importante ponto! Se eu mudo rápido ele também mudara e nos nao faremos mais causas negativas entre nos para o futuro," ela disse. 

" Mas mae, porque a senhora tem que decidir mudar se e ele que faz coisas que a magoam?" 

" Qualquer um de nos pode decidir começar a mudar! Nesse caso eu estou decidida a mudar! E na verdade seu pai esta me ajudando a eliminar meu carma negativo! Isso e como pagar uma divida", ela disse, " E ele e somente um dos caminhos para eu pagar e mudar". 

" Podia ser qualquer um?", eu perguntei. 

" Sim minha querida! Podia ser meu chefe no trabalho, meus amigos, família e ate você!" , ela disse. 

" Mas como você vai mudar ?", eu perguntei. 

" Eu acho que eu posso começar com coisas simples. Por exemplo, quando seu pai traz amigos aqui em cada para fumar maconha, o que eu faço?", ela perguntou. 

" A senhora expulsa eles aos gritos e batendo neles com uma vassoura".

Nos duas rimos alto e por um bom tempo. Lagrimas caíram dos nossos olhos de tanto rirmos. 

Apesar do meu pai estar errado em fumar maconha em casa com amigos, ele sempre discutia com minha mae depois que ela colocava todo mundo para fora de nossa casa. 

Quando nos paramos de rir ela disse, " Para evitar de brigar com seu pai, ao invés de expulsar os amigos dele de nossa casa aos gritos e agredindo eles, eu poderia pedir a eles educadamente sem a vassoura nas mãos". 

Eu não consigo imaginar a senhora fazendo aquilo educadamente mae!" 

Nos rimos novamente . 

" Esta vendo! Também seu pai! Isso seria uma grande surpresa para ele e provavelmente nos não discutiríamos". 

" Mas a senhora briga com ele porque esta certa e chateada com a situação", eu disse. 

" Eu sei mas eu deveria controlar minha atitude porque vai ser bom para mim e para ele". 

Eu comecei a concordar com ela! Mas por acusa dela e não por causa do meu pai! 

" Mas eu ainda não entendo porque esta mudança tem que partir da senhora e não dele", eu disse. 

" Como eu te expliquei antes, qualquer um de nos pode determinar mudar e naturalmente a mudança de um afetaria positivamente  a vida do outro. Nesse caso, eu estou praticando o Budismo e seu pai não esta. Portanto eu penso que a mudança deveria começar comigo! Não faz sentido?", ela perguntou.

" Sim, mas eu acho que a senhora não tem nada para mudar". 

" Claro que tenho! Se eu não tivesse eu não estaria sofrendo", ela disse.

Eu olhei para ela e sorri. Eu não gostava de saber que ela sofria. 

" Tatiana, ha uma carta que foi escrita por Nitiren Daishonin que diz, " Se você quiser entender as causas que existiu no passado, olha os resultados que estão sendo manifestados no presente. E se você quiser compreender os resultados que se manifestarão no futuro, olha as causas que existe no presente." [ tentativa de tradução do inglês para o português] 

" O que isso significa ?", eu perguntei. 

". Esta claro que eu fiz causas para ter essa vida agora! Causa negativa para ter um marido como seu pai e positiva por ter uma filha como você", ela disse. 


Eu sorri. 


" Se eu não mudar agora com seu pai , eu encontrarei a mesma situação com outro marido caso eu me separe e case novamente", ela disse. 

" Como você vai mudar a situação com meu pai?", eu perguntei. 

" Recitando Daimoku ( Nam- myoho-renge-Kyo) para a felicidade do seu pai, para a minha e a sua felicidade e mudando minha atitude com ele!", ela disse. 

Era muito difícil acreditar que minha mae mudaria o comportamento dela com meu pai através da oração. Meu pai fazia coisas que ela não gostava nada e ficava muito chateada. Mas se minha MAE estava convencida que era possível, eu realmente acreditava nela!  

Minha mae sempre compartilhava comigo o que ela estava lendo e aprendendo com a pratica do budismo. Eu amava ouvir ela! 

A leitura favorita da minha mae era os Goshos Nitiren Daishonin e as orientações do Presidente Ikeda. As vezes ela escolhia um gosho especifico ou orientação do Sensei para encorajar a ela mesma e lia alto depois do Gongyo. Eu achava que era um momento dela fazer um juramento de vitoria! 

Ela também lia a serie de livros da Revolução Humana e Nova Revolução Humana para saber mais sobre os três presidentes da Soka Gakkai ( Tsunesaburo Makiguti, Jossei Toda e Daisaku Ikeda) e como o Presidente Ikeda tinha propagado o budismo para o mundo. 

Minha mae sublinhava todos os materiais que ela lia para ler novamente mais tarde e para encorajar os membros do grupo dela do budismo quando ela ia fazer visita.

Quando eu comecei a comprar meu próprio material do budismo como jornal, revista e livros, eu também sublinhava. Como ela fazia! 

Participando nas atividades da Gakkai, minha mae descobriu que havia reuniões do Budismo para crianças chamado " Grupo 2001". Então ela me levou nas reuniões que aconteciam uma vez ao mês. 

Na reunião do Grupo 2001 ela descobriu que havia uma banda feminina de musica chamada Kotekitai e ela fez uma entrevista para eu participar do Pompomtai dentro da Kotekitai, desde que eu so tinha nove anos.  

Ela queria me envolver em muitas atividades do budismo porque ela dizia que cada um de nos tinha uma carma negativo para transformar e que eu deveria praticar para mudar o meu. 

Eu estava muito grata a minha mae em ter me levado para participar do Grupo 2001 e Kotekitai porque foi nesses dois grupos que eu encontrei minha melhor amiga e mais tarde meu mestre. 

Quando eu era adolescente antes dos 15 anos, eu comecei a ser mais preguiçosa e as vezes eu não queria orar. Então minha mae sempre dizia, " A oração e para sua felicidade!" 

Mesmo contra meu desejo eu orava porque eu via o quanto minha mae estava mudando a atitude dela com meu pai e com todas as pessoas. Ela brigava menos com ele! 

Ela também parou de brigar com os vizinhos ou com pais e alunos da escola que eu estudava para me defender. 


Eu tenho que confessar que as vezes eu queria que ela voltasse a ser como era antes principalmente quando eu estava chateada com meu pai ou tinha brigado com alguém na rua ou na escola. Mas ela falava com eles tranqüilamente para resolver a situação. Ela tinha mudado completamente através da pratica do budismo. A coisa boa e que com o tempo meu pai e as pessoas também estavam diferentes. 


Quando ela percebeu que eu ficava desapontada quando ela não gritava mais com meu pai e nem o batia ela disse, " Você entendera no futuro!"

Eu eu entendi. 


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