Wednesday, November 19, 2014

Capitulo 18- Minha Eterna Gratidão


Capitulo 18- Minha Eterna Gratidão 

Quando estava passando na esquina onde meu amigo Leslie morava ouvi ele me gritando," 
Tatiana!!!!" 

Olhei rapidamente para o portão da casa dele e ele estava acenando para mim ir ao encontro dele. 

"O que foi Leslie, aconteceu alguma coisa?" 

"Sim, minha mãe esta chateada comigo porque emprestei o saxofone e pediu para eu pegar de volta." 

"Ela não sabia que estava comigo?" 

"Nao. Na verdade ninguém sabia! E eu não achei que precisava contar, já que o instrumento estava tanto tempo guardado encima do armário sem uso." 

"Você devia ter contato amigo." 

"Eu sei mas não fiz e ela descobriu que eu tinha emprestado quando ela abriu a caixa e viu que o saxofone não estava lá. Eu pus uma pedra para a caixa ficar pesada caso alguém pegasse." 

Meu amigo tinha me emprestado o saxofone sem a autorização dos pais dele e como já sabia que eles poderiam não aceitar, ele colou umas pedras grandes para a caixa ficar pesada parecendo que o instrumento estava lá. 

Fiquei sem palavras e um desanimo forte veio e senti minhas pernas bambas. Estava gostando tanto de tocar o saxofone e de repente a ideia de ficar sem ele me deixou muito triste. 

"Nao fique triste Tatiana. Eu tenho uma idéia." Ele disse. 

"Que idéia? Sua mãe não quer que você me empreste o saxofone e ela agora vai olhar dentro da caixa para saber o que tem lá." Eu respondi." E se eu falar com ela?" 

"Minha mãe e cabeça dura e ela disse que não quer que eu empreste o instrumento para ninguém. Se eu não quiser tocar, ela um dia vai vender." 

"Então, eu falo com ela e compro o instrumento." 

"Mas você disse que não tinha dinheiro para comprar um agora. E esse e novo e deve custar muito caro." 

Ela estava certo. Minha mãe ainda não tinha conseguido o trabalho mais do que bom, como ela disse, para conseguir comprar meus instrumento alem das despesas que tínhamos em casa. Ela até conseguiu alguns plantões particulares por alguns dias, mas eram para comprar comida. E meu pai continuava na mesma situação de sempre, trabalhava fazendo pinturas e desenhos, saia para vender nos bares, açougues etc e gastava mais com ele mesmo do que ajudando em casa. 

"Mas eu te disse que eu tive uma idéia." Ele disse eufórico. "Você tem somente um ensaio por mês e é em um domingo,certo?" 

Eu acenei a cabeça confirmando. Estava muito fraca com toda aquela noticia para dizer qualquer palavra. 

"Então, sei que você pega o trem muito cedo e passa aqui ainda no escuro. Combinamos uma hora e eu venho aqui e jogo o saxofone para você pelo muro." 

Ele estava completamente louco! Eu passava na esquina da casa dele por volta das 5.30 da manha! Era muito cedo para um adolescente acordar e ainda no domingo. 

"Mas como você vai fazer isso sem acordar seus pais e seus irmão?" 

"Isso deixa comigo." 

E assim ficou combinado. 

Eu estava tão desnorteada com a noticia de que eu teria que devolver o saxofone que nem pensei que nos dois estaríamos fazendo causa escondendo da mãe dele que o saxofone estaria comigo no primeiro domingo de vaca mês. 

Fui para casa sem o instrumento e senti um vazio muito grande. Como eu aprenderia tocar bem tendo o instrumento somente uma vez por mês. E minhas aulas com meu amigo do grupo ongakutai, André Accyoli? 

Fiz daimoku sem saber o que pensar. Apenas orei para vencer. Precisava vencer porque agora eu nao estava mais sozinha no setor. Eu já tinha um membro que tinha comprado um saxofone tenor. Ela se chamava Rochana ( acho que era assim que ela se chamava). Eram duas irmãs que tinham entrado na kotekitai recentemente e a IRMA tocava flauta transversa. 

Depois de horas de daimoku para acalmar meu coracao e continuar a avançar no meu objetivo de ter meu próprio instrumento, meu professor André Accyoli que ja estava sabendo do ocorrido pediu para eu ir em Copacabana encontrar com ele na casa de outro membro do ongakutai chamado Marcio Rangel.

Mais uma longa viagem e dessa vez sem o saxofone. 

Quando cheguei na casa do Marcio Rangel, o André Accyoli já estava lá. Entrei, olhei para os dois e Marcio Rangel, que eu só conhecia de vista nos ensaios do ongakutai, me pediu para o acompanhar até o quarto dele. Achei estranho mas fui e ele então se abaixou e tirou debaixo da cama um saxofone prateado, velho, sujo e sem a caixa. Ele levantou do chão, olhou para mim e disse:

" Esta um pouco sujo, mas se você conseguir tocar esse saxofone aqui, você será capaz de tocar qualquer um que vier pela frente." 

Estiquei minha mão e peguei aquele instrumento como se eu estivesse recebendo um tesouro valioso em minhas mãos. Era mesmo muito velho! Estava mesmo muito sujo! Mas era minha nova chance de continuar minha missão como anjo da paz. Meus olhos encheram de lagrimas e eu aceitei com todo meu coração! 

Fui para casa mais feliz do que quando peguei o saxofone dourado e novo do meu amigo Noquinho. Não era por causa dos instrumentos. Era minha vida que não estava sendo derrotada pelos obstáculos! E eu me sentia mais e mais feliz e forte cada etapa que eu vencia. 

No caminho de volta para casa, que era longo, fui pensando e agradecendo o meu mestre Daisaku Ikeda por me incentivar constantemente com suas orientações, poemas , por ter  fundado as bandas Kotekitai e ongakutai e por ser meu mestre. Por varias vezes olhando pela janela do ônibus senti vontade de chorar de emoção e uma coragem surgia forte no meu coração. 

Assim que cheguei em casa peguei o instrumento para ensaiar. Mas algo inexplicável aconteceu! Não conseguia tirar nenhum som! Tirei palheta, coloquei palheta e nada. 
"Meus deuses! O que esta acontecendo?" Perguntei a mim mesma em voz alta. 
Eu já sabia tirar a primeira escala no saxofone alto dourado do meu amigo Noquinho. Mas no saxofone velho prateado do Marcio Rangel, nenhuma nota! Ele estava certo! Se eu conseguisse tocar aquele instrumento velho, eu tocaria qualquer um! 

Sentei na frente do gohonzon e orei. E todos os dias pegava no instrumento pelo menos por uma hora e uma vez por semana encontrava André Accyoli. 

Com o tempo as notas foram saindo e eu amava cada vez mais o som do meu instrumento. Nao era meu, mas era como se fosse. Eu cuidava dele como se fosse meu e era meu instrumento de missão, como nos eram passado pelas responsáveis da KOTEKITAI.

O dia do ensaio chegou e estava nervosa para encontrar meu amigo Noquinho na frente da casa dele para me passar o instrumento. Ainda estava escuro, como sempre estava naquela hora bem cedo. Um silencio forte nas ruas e minha mãe estava esperando outras crianças e pais em uma outra esquina para todos irmos juntos. Minha mãe nem perguntou o que estava se passando. Mas acho que ela sentia que era algo muito importante. 

Fiquei parada enfrente ao muro e esperei alguns minutos. 

"Tati." Ouvi a voz do Noquinho. 

Olhei para cima do muro, de onde vinha a voz, e lá estava ele com uma bolsa de mercado enorme de papel e jogou para mim por cima do muro. Naquela época as bolsas de compras que os supermercados ofereciam eram de papel. 

"Vai, vai! Bom ensaio!" Ele disse e desapareceu. 

Peguei a bolsa e sai andando sem olhar para trás. Estava com medo da mãe dele descobri. Também medo dele  ficar mal com a mãe e também de perder minha única oportunidade de tocar o saxofone alto pelo menos um dia no mês. 

Encontrei com minha mãe e os demais colegas membros de ambos os grupos, kotekitai e ongakutai e fomos para a estação pegar o trem. 

No ensaio senti a diferença no meu som quando separamos por setor. Eu estava tocando muito melhor! Ensaiar no saxofone soprano prateado e velho fez meu som no saxofone alto dourado e novo sair muito mais bonito. 

A situação com meu amigo Noquinho durou alguns meses. Contundo um dia eu decidi nao mais pegar o saxofone. 

"Porque não?" Ele perguntou. "Estamos fazendo isso muito bem. Minha mãe nem sonha que você tem o instrumento uma vez ao mês." 

"Eu sei amigo. Mas na verdade sei que estamos fazendo a coisa errada. Eu aceitei porque estava desesperada para tocar o saxofone, mas estamos fazendo causa. E eu por ser budista estou permitindo que voce faca a causa junto comigo. E se ela descobrir, eu também estarei contribuindo para que ela faca causa quando ela questionar minha atitude como budista." 

Noquinho me olhou com cara de quem não estava entendendo nada. 

"Muito obrigada por tudo que voce fez por mim esses meses. Não se preocupe, eu vou conseguir comprar meu próprio saxofone." 

Peguei o instrumento e dei a ele depois de um longo dia de ensaio. Normalmente domingo a noite quando eu voltava do ensaio os pais dele nunca estavam em casa e era fácil devolver o saxofone. 

Depois daquela minha decisão, tive mais três saxofones  alto emprestado; um do Fabio , outro membro do Ongakutai, um de um amigo do pai da minha prima Ataandia e um de um amigo do meu primeiro namorado Danilo Barbosa. 

Com todo esse apoio vindo de todos os lados consegui aprender a musica que tocaríamos no festival da Eco 92. A musica era muito difícil e eu estava muito feliz de saber toca-lá toda. 

Um dia cheguei em casa depois da escola e minha mãe estava me esperando ansiosa. 

"Tenho uma novidade." Ela disse. 

"O que foi mãe? Conta logo?" 

"Consegui um plantão muito bom e vão me pagar muito bem e vou poder comprar seu saxofone. Mas tem que ser usado!" 

"Jura mãe?" E comecei a pular de alegria. Claro que podia ser usado! Desde que fosse meu. 

Um dos rapazes que estava me emprestando o saxofone já tinha comentado que queria vender e eu comprei dele. Quando ele me entregou a caixa eu não contive minha emoção! 
A caixa era preta, velha e descascada. O saxofone era prateado, velho e descascado, MAS ERA MEU!!!! E eu estava orgulhosa de ter meu próprio saxofone. 

Desci as escadas do centro cultural do Rio de Janeiro para meu primeiro ensaio com meu saxofone e as pessoas que me conheciam e sabiam da minha luta para ter um instrumento a cada ensaio me perguntavam:"De quem é o saxofone dessa vez Tati?" E eu respondia:" ESSE AGORA E MEU!" Todos comemoraram comigo a grande vitoria. 

A batalha do instrumento eu tinha vencido e jamais me esqueceria do meu amigo Leslie ( Noquinho), André Accyoli, Marcio Rangel e os amigos dos amigos que me emprestaram o saxofone. Minha gratidão será eterna! E minha oração estará sempre com eles. 




Monday, November 17, 2014

Capitulo 17


Capitulo 17- Vencer pelo Mestre 

O festival cultural da Area Campo Grande foi minha primeira oportunidade de cumprir meu juramento de viver pela felicidade das pessoas ( Kosen- rufu) que eu tinha feito no hospital. Eu também tinha jurado que seguiria Daisaku Ikeda pelo resto de minha vida como meu mestre. Com a recitação do Nam-myoho- rengue- kyo e do meu juramento consegui transformar meu carma de morrer jovem. Definitivamente eu tinha transformado o veneno em remédio! 

Depois daquele dia emocionante, do festival da area Campo Grande, eu passei a ir em todas as atividades da Gakkai, aos ensaios da Nova Era Kotekitai e fazia minha pratica diária de gongyo e daimoku espontaneamente sem minha mãe ter que me pedir para fazer. Eu queria cumprir meu juramento! Eu tinha que cumprir o que eu tinha prometido. 

Meses depois recebi minha primeira responsabilidade na organização vertical como responsável de bloco das jovens mulheres. E na banda feminina Kotekitai fui informada pela responsável geral da época, Heloísa Helena, que eu poderia tocar saxofone, instrumento que eu vinha acalentando tocar desde quando mudei do departamento pompom tai para a banda. 

Apesar de estar muito feliz em contribuir para o avanço do kosen rufu como responsável de bloco e tocar saxofone na banda, eu tinha dois grandes obstáculos que eu precisava vencer; minha gagueira e vergonha de falar na reunião e a falta de dinheiro para comprar o saxofone. 

A gagueira começou na época em que minha mae trabalhava  a noite como auxiliar de enfermagem no hospital e me deixava com meu pai. Ele constantemente saia a noite e me deixava sozinha em casa. Eu tinha muito medo de ficar em casa sozinha e não conseguia dormir. Tinha medo de escuro e qualquer barulho me assustava e eu chorava. Eu só estava com 8 para 9 anos quando isso aconteceu  e parece que meu nervoso afetou minha comunicação. A cada ano minha gagueira ficava pior e o primeiro local que eu comecei ater problemas foi na escola. Eu não conseguia ler em publico, fazer perguntas quando tinha duvidas na matéria e não fazia amigos porque nem falar o meu próprio nome eu conseguia.

Lembro que quando eu estava na quinta serie, minha professora de português me obrigou a ler um texto em pé na frente dos outros alunos. Ela sabia que eu tinha problema, mas ela não considerou e me ameaçou reprovar-me se eu não o fizesse. Eu fiquei paralisada como uma múmia na frente de todos meus colegas de classe e nenhum som saiu da minha boca. Cada vez que ela dizia:" Leia, leia!" Eu ficava mais nervosa e cheguei a quebrar um dente da frente tentando ler. Meus colegas de classe riram de mim e eu não voltei mais na aulas de português até terminar o ano letivo. Então fui reprovada naquele ano por faltas. O ano seguinte foi ainda pior, porque eu passei a ter medo dos professores. 

Com minha responsabilidade na Gakkai eu precisava usar a voz para varias coisas como por exemplo fazer um Shikai( MC) na reunião, passar informações sobre alguma companha nova, incentivar, liderar gongyo e fazer visitas. Lembro como se fosse hoje que o primeiro gongyo que eu liderei em uma reunião eu não conseguia sair do Hopen pon... O resto alguém continuou  para mim. Quando chegava perto da segunda parte eu falava comigo mesmo:" Sensei eu preciso conseguir falar, eu tenho que conseguir! Pelos membros, pelo meu mestre!" Essa era minha luta interna cada vez que eu era indicada para liderar um gongyo. As demais coisas eu sempre tentava fugir e passar para uma outra pessoa fazer. Não porque eu não queria, porque não me achava capaz de fazer por causa da minha dificuldade de comunicação. Nas visitas individuais, quando eu queria ler uma orientação do sensei eu pedia para a menina ler a parte que estava sublinhada no jornal ou na revista. E escrevia muitas cartas de incentivo para compensar minha falha de não me comunicar com elas como deveria. 

Uma vez minha responsável de área Paulene, me perguntou porque eu era a única que não ligava para ela para passar os resultados. Então eu contei a ela que eu tinha ido ao orelhão telefonar a ela varias vezes mas minha voz não saia quando ela atendia o telefone. Eu ouvia a voz dela perguntando quem era, mas eu não conseguia falar meu nome. Eu ficava com o telefone na mão olhando para os números e ligava e desligava varias vezes sem conseguir dizer uma palavra. Cada vez que isso acontecia, eu chorava e decidia que um dia eu ia vencer minha gagueira definitivamente. 

Então era um desafio para mim fazer as atividades da Gakkai na organização vertical porque eu tinha vergonha da minha situação. Por outro lado eu não tinha muitos problemas na Banda Kotekitai, onde minha voz não era tão necessária. Eu apenas precisava tocar um instrumento. E com a noticia de que eu poderia tocar o saxofone fez com que eu me esforçasse mais na pratica para conseguir ter o meu. 

Na época que eu recebi a noticia, tanto minha mãe quanto meu pai estavam desempregados. Minha mãe tinha saído do hospital para trabalhar como enfermeira particular, mas estava sem nenhum paciente. Falei com minha mãe sobre o saxofone e ela apenas me disse para eu orar porque comprar um instrumento caro como aquele ela precisaria de trabalho mais do que bom.  

Comecei a orar para minha mãe conseguir um trabalho que desse condições a ela de pagar todas as contas de casa e comprar meu saxofone. Mas eu precisava de um saxofone rápido porque estávamos ensaiando para participar do festival cultural da ECO 92 que seria no maracanazinho  e eu já queria tocar o saxofone. Então perguntei a varias pessoas conhecidas se sabia de alguém que tinha o saxofone para me emprestar. Um dia conversando com meu amigo de classe Leslie, ele me disse que ele tinha um saxofone novinho na caixa e que nunca tinha usado e que me emprestaria. 

"Como assim novo?" Eu perguntei. 

"Novo! Meu pai ganhou alguns instrumentos musicais e me deu o saxofone mas eu não toco. Esta na caixa do jeito que ele me deu." Ele respondeu. 

Eu não estava acreditando no que estava ouvindo. 

"Seu pai não vai brigar com você se me emprestar?" 

"Claro que não! O instrumento e meu e eu posso fazer com ele o que eu quiser. E você e minha amiga e sei que vai usar bem na banda do budismo." Ele disse. Ele sabia que eu era budista e que participava na banda feminina da Soka Gakkai. 

No mesmo dia fomos a casa dele para pegar o saxofone. Ninguém estava em casa e ele pegou a caixa com o saxofone encima do armário do quarto dele. Ele abriu e la estava o saxofone dourado. Era realmente novo! Era lindo! 

Fui para casa toda feliz e tentei tirar o som do instrumento sozinha até chegar o dia do ensaio. No dia do ensaio eu levei o saxofone e foi a primeira vez que na hora de separar por setor ( instrumento, departamento) eu estava no setor saxofone. Apesar de estar sozinha e tentando tirar som sozinha, eu estava muito feliz. 

Quando os membros do Ongakutai ficaram sabendo que na banda tínhamos um saxofone, um dos membros da banda que tocava saxofone se ofereceu para me ensinar. Então comecei a ter aulas com André Acyoli que na época morava em Copacabana. Eu viajava por quase duas horas de onde eu morava ( Urucania- entre os bairros Santa Cruz e Paciencia) ate Copacabana. as vezes eu nao tinha dinheiro para pagar a passagem e ia de roupa de escola. as vezes nao tinha nada para comer e ficava mais tonta ainda quando soprava para tirar som do saxofone. 

Apesar  de todas as dificuldades, eu estava aprendendo rápido e estava muito feliz. Para completar minha alegria, fui indicada como responsável do setor saxofone e definitivamente o setor foi fundado. eu era o primeiro membro do setor. 

Tudo estava indo muito bem até o dia que a mãe do meu amigo deixou a caixa do saxofone cair, quando estava limpando o quarto dele e ela descobriu que lá dentro tinha uma enorme pedra ao invés de um instrumento. 


Esse capitulo e em homenagem ao meu amigo Leslie, mais conhecido como Noquinho- faleceu assassinado na Urucãnia)